ST 1 - PALABRA DE ARCHIVO. LENGUAJE, MEMORIA Y PODER EN LA CONSTRUCCIÓN DE LA HISTORIA INDÍGENA AMERICANA  A PARTIR DAS  MISSÕES RELIGIOSAS - SÉCULOS XVI AO XX

Juciene Ricarte Cardoso UFCG/CHAM-UNL

 

As formas de conceituar as populações indígenas e suas formas de reagir ao aparato colonial, em algumas ocasiões, foram, por sua vez, expressões que nos colocam diante de ideias previamente formuladas pelos conquistadores; os mesmos que tinham por objetivo minimizar e enquadrar a vitalidade da história dos indígenas em moldes que a tornassem inteligível aos sábios europeus. Um exemplo claro disso pode ser encontrado, entre outros documentos, no Arte y Vocabulario elaborado com o objetivo de gramaticalizar e reduzir as línguas ameríndias no marco do processo de expansão do cristianismo como forma de organização política no Novo Mundo. Dessa forma, diversas expressões típicas do mundo indígena foram mal traduzidas, ressignificadas ou deixadas de lado na tentativa de, como já mencionamos, reduzir o mundo ameríndio à experiência europeia  além, é claro, de impor uma dominação colonial que se fundava no controle da memória ameríndia; algo que se tentou realizar através da supressão, em documentos oficiais, da língua nativa e de sua vitalidade. Supressão que, no entanto, foi parcial visto que em vários documentos coloniais a voz dos indígenas é citada por meio de expressões de sua organização social; os mesmos que mais tarde foram mal interpretados. Os arquivos possuem categorias nativas, assim como as encontramos na documentação editada. As formas ameríndias de conceituar um mundo em constante transformação são aquelas que permitem conhecer o processo de reprodução social, econômica, material, ideológica, simbólica e imaginária de diversas comunidades ameríndias ao longo do tempo; que permite historicizar as mudanças sociais ao indagar no Arquivo, de forma crítica, sobre a existência de categorias nativas, a partir de considerá-lo como uma rede de significados destinada a fornecer ferramentas para o controle social daqueles que se tornaram Outros por meio de conquista. Dessa forma, convocamos a apresentação de trabalhos de historiadores, antropólogos, linguistas, especialistas em cartografia histórica, semioticistas, bem como pesquisadores indígenas de hoje para discutir o papel do Arquivo, e da documentação ali armazenada, para a conformação da história indígena em Abya Yala.



ST 2 - TERRITÓRIOS E TERRITORIALIZAÇÕES INDÍGENAS EM ABYA YALA

Joanan Marques de Mendonça –PPHIST – UFPA

Renata Ferreira de Oliveira –PPGH – UFBA, Professora do IFNMG -campus Salinas

 

O simpósio pretende reunir pesquisas que abordam os distintos processos de territorialização impostos aos povos indígenas ao longo da História da América, bem como, a política indígena para a proteção e manutenção de seus territórios originários. Nesse sentido é importante o diálogo com os estudos histórico-antropológicos que tem problematizado a formação das Nações a partir da expansão das fronteiras de determinados grupos sociais e de suas cosmogonias sobre as terras indígenas. Importante para compreendermos esse fenômeno histórico, o conceito de territorialidade segundo João Pacheco de Oliveira (1998) pode ser entendido como o esforço coletivo de determinado grupo social para ocupar e controlar fisicamente e simbolicamente determinado espaço, transformando-o em seu território. Estes processos surgem em contextos de conflitos, onde a expansão das fronteiras do Estado-nação se impôs sobre distintos grupos étnicos, que sofreram uma dupla expropriação: uma quando reduzidos e territorializados em aldeamentos, por exemplo, e outra quando perderam suas terras reservadas ou doadas para a expansão da colonização. Contra esse duplo ataque os povos indígenas tiveram que constantemente reelaborar elementos de unificação dos grupos na luta para manter seus territórios. Processo que hoje compõem a pauta do Bem viver.  Assim, a presente proposta temática almeja ser um espaço para apresentação de pesquisas novas e em andamento num recorte temporal de longa duração, que fomentem o debate sobre a problemática dos territórios indígenas e as estratégias acionadas por eles para permanecerem vivos em defesa da vida e de seus patrimônios.



ST 3 - SAÚDE/ BEM VIVER E POVOS INDÍGENAS

Maria de Lourdes Beldi de Alcantara – USP/FM, Consultora da IWGIA – Coordenadora Científica da AJI

Indianara Ramires Guarani – Tesoureira da AJI -  USP/FM

 

Esse simpósio tem por objetivo reunir trabalhos sobre saúde/bem viver entre os povos indígenas. Já é mais do que sabido que a medicina ocidental não atende aos estados de mal-estar/illness entre eles. Durante a pandemia da COVID-19 isso ficou patente; abandonados pelos sistemas de saúde os povos indígenas tiveram que recorrer aos seus tratamentos tradicionais para tentar se proteger da contaminação e da doença. Este momento, se caracterizou como um fato social total nas palavras de Marcel Mauss, o abandono e da falta de adequação dos protocolos de saúde da realidade indígena os fez e nos fez perceber que por mais que se acentue a questão cultural, os protocolos médicos não atendem a ontologia dos povos indígenas ameríndios. Diante dessa realidade como se pode implementar uma discussão que tenha por base várias ontologias sobre saúde/bem viver? Como criar pontes dialógicas no qual o resultado tenha adesão aos tratamentos propostos? Esses são os desafios que a saúde ocidental enfrenta quando se confronta com a diversidade cultural. Daremos preponderância a trabalhos que nos tragam trabalhos de campo com ênfase intercultural.

 

 

ST 4 - DIREITOS HUMANOS/DIREITOS ÉTNICOS E TERRITÓRIOS: POVOS INDÍGENAS E COMUNIDADES QUILOMBOLAS NA ABYA YALA

Lorena Lima Moura Varão. Professora do Curso de Direito da UFT/ UNB

Natasha Karenina de Sousa Rego ( UFPI)

Erina Batista Gomes, Secretaría Nacional de Pesca Artesanal, MP, Brasil

 

O processo de expropriação/expulsão dos povos indígenas e quilombolas de seus territórios continua latente no século XXI e seus direitos de âmbito internacional negados. Ao longo da história da Abya Yala pós invasão dos europeus, os inimigos desses povos buscaram e buscam soterrar seus saberes e suas práticas culturais e religiosas, forçando a desterritorialização desses grupos étnicos para alargar o projeto de morte evidente nas atividades capitalistas do agronegócio e hidronegócio, biopirataria, mineração, tráfego ilegal de madeira, pecuária extensiva, turismo, construção de estradas e rodovias, trabalhos análogo a escravidão entre outras, dentro de terras tradicionais e ancestrais de povos e comunidades. Nesse contexto, esses povos subalternizados pelos interesses econômicos e/ou religiosos ficam à mercê de invasões, expropriações, ameaças e violências iminentes em seus territórios. Diante de uma história de violações de direitos até os dias atuais o presente Simpósio Temático é um espaço para um coletivo de comunicações científicas que versem sobre histórias de lutas e reflexões sobre  pesquisas e ativismos, bem como acerca dos desafios contemporâneos para a preservação da cultura, a garantia dos direitos e defesa das políticas públicas para os povos indígenas e quilombolas. Isso evidencia que o Estado sabe da gravidade do problema e é conivente com tudo isso, sobretudo, na atual gestão. Desse modo, compreende-se que o caminho é árduo, requer lutas e estratégias de enfrentamentos para a desconstrução dos padrões destrutivos que foram criados pelo sistema-mundo-capitalista-colonial. Vale ressaltar que as terras dos povos e comunidades são importantes áreas ricas em biodiversidades, confirmando-se que o prejuízo não é apenas para eles, mas para toda a sociedade.



ST 5 - HISTÓRIA AMBIENTAL, CONHECIMENTOS, ESPIRITUALIDADES E COSMOVISÕES INDÍGENAS: DIÁLOGOS INTERDISCIPLINARES NO PASSADO E NO PRESENTE

José Otávio Aguiar, UFCG, Paraíba, Brasil

Andre Figueiredo Rodrigues Unesp, Assis, SP, Brasil

 

Este Simpósio Temático é um espaço pra recepção de comunicações orais e de discussões para pesquisadores cujos trabalhos contribuam para o debate das temáticas ambiental e indígena. A partir da segunda metade do século XX, os temas ambientais receberam especial atenção em nível mundial, mobilizando e interagindo saberes. Em resposta a essa crescente preocupação a História Ambiental tem facilitado o encontro das ciências naturais e sociais com objetivos focados na construção de diálogos a partir de estudos da identidade étnica, uso e manejo de recursos naturais, saberes e conhecimentos tradicionais, dentre outros. O objetivo desse GT será promover diálogos e encontros entre pesquisadores dedicados ao estudo das relações entre natureza, cultura, história, espiritualidade, sagrado, cosmovisão/natureza e etnicidade indígena do século XVI aos dias atuais de forma a destacar o protagonismo de visões e saberes ancestrais na composição tecnologias e saberes de manejo da natureza.

 

ST 6 - POVOS EM SITUAÇÃO DE FRONTEIRA EM DIFERENTES ESPAÇOS E TEMPORALIDADES EM AMÉRICA

Izabel Missagia de Mattos - UFRRJ, Brasil

 

Este simpósio temático abordará possíveis diferentes significados nos estudos sobre fronteiras (fronteiras) em diferentes espaços e tempos históricos na América Latina. Tais estudos são caracterizados por diferentes abordagens disciplinares. Nesses espaços de interação, muitas vezes ocorrem disputas entre domínios, bem como processos criativos de adaptação. Mesmo em situações de extrema violência, os atores envolvidos podem interagir para negociar os termos de sua sobrevivência e as novas condições de territorialização, seja diplomaticamente ou por meio de guerras e revoltas. Para a descrição e análise das fronteiras, são estratégicos os caminhos, passeios e circuitos neles existentes -como rios, portos e estradas- que revelam paisagens culturais e outras dimensões ambientais/simbólicas; negociações entre povos indígenas e adventícios; deslocamentos humanos; a natureza da produção econômica, os saberes envolvidos nesses processos e o comércio com o exterior. Ao dar visibilidade a importantes agenciamentos de sujeitos indígenas em sua relação com outros sujeitos na recriação de mundos, os estudos sobre fronteiras apontam para a necessidade de rever todas páginas de histórias nacionais e outras áreas do conhecimento acadêmico. Trazer à tona tais processos localizados em espaços distantes dos "centros" de poder desloca o que pode ser considerado "marginal" na historiografia tradicional para o centro da discussão de questões importantes, como a participação dos indígenas na economia colonial, a produção de desigualdades e racialização, produção do estado de direito e nacionalidade no período pós-colonial.



ST 7 - HUMANIDADES DIGITAIS E POVOS INDÍGENAS: DEMOCRATIZAÇÃO DA MEMÓRIA, HISTÓRIA E DIREITOS HUMANOS

Carmen Alveal - UFRN, Brasil

Marina Monteiro Machado - UERJ, Brasil

 

Os conceitos de Humanidades Digitais vêm ganhando destaque dentro de várias áreas do conhecimento, especialmente no campo da história indígena, arquivologia e antropologia.  A partir de uma discussão interdisciplinar, com áreas que também tratam dos fenômenos informação, patrimônio e memória e história, o presente simpósio temático objetiva receber comunicações orais que discutam a importância dos acervos documentais na perspectiva de acessibilidade virtual que vem colaborando com a produção de conhecimento histórico e antropológico sobre os povos originários de toda a América.



ST 8 - EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA: DESAFIOS, VIOLAÇÕES DE DIREITOS E CONQUISTAS AO LONGO DA HISTÓRIA DE ABYA YALA

Rosilene Tuxá - UNIFAP/MEC

Edson Kayapó - IFBA

 

Nas últimas décadas os povos indígenas do continente americano através dos seus movimentos sociais e de diferentes organizações vem conquistando direitos ao reconhecimento das suas organizações sociais, seus valores simbólicos, tradições, conhecimentos e processos de constituição de saberes e transmissão cultural para as gerações futuras. A extensão desses direitos no campo educacional gerou a possibilidade de os povos indígenas se apropriarem da instituição escolar, atribuindo-lhe identidade e funções peculiares. A escola de base eurocentrada e implantada no continente americano desde o século XVI, espaço histórico de imposição de valores e assimilação para incorporação das crenças ocidentais e da valorização à economia de mercado e, nesse processo, devoradora de identidades, passa a ser reivindicada pelas comunidades indígenas como espaço de construção e ressignificação de relações interculturais baseadas na decolonialidade e na autonomia política dos povos de base não-ocidental. Diante do exposto este Simpósio Temático é uma espaço para discussões, apresentações de comunicações que tratam das diferentes temporalidades da história da educação escolar indígena, valorizando a recuperação das memórias históricas, das línguas e conhecimentos dos povos indígenas na relação com o conhecimento em conformidade aos projetos societários definidos por cada povo originário que historicamente resistem com seus conhecimentos ancestrais na Abya Yala desde o século XVI até os dias atuais. 



ST 9 - COMUNIDADES Y GRUPOS ÉTNICOS EN LOS ESTADOS AMERICANOS: PROYECTOS Y PARTICIPACIÓN POLÍTICA, LUCHAS Y RESISTENCIAS - SIGLO XX HASTA NUESTROS DÍAS 

Sandra M. Taborda Parra. Universidad Pablo de Olavide (Sevilla, España).

Marisel Montero Carpio. Universidad Autónoma Metropolitana - UAM (Xochimilco, México.

Javier Hernández García. Observatorio de Patrimonio Cultural de la Universidad de Cartagena

 

As diversas ditaduras e revoluções sociais, extrativismo econômico em territórios étnicos, perseguições políticas e extermínio de comunidades e suas lideranças, entre outras, marcaram até hoje a participação política e a mobilidade de comunidades e etnias nos países latino-americanos. Nos últimos anos, esses grupos têm tido, cada vez mais, uma importante participação nas agendas nacionais graças às ações empreendidas para o reconhecimento de direitos violados por diferentes organizações, organismos e/ou grupos à margem da lei; ao posicionamento de grupos, associações e lideranças políticas que reivindicam a presença histórica desse setor e de suas bandeiras; bem como a construção de uma agenda organizacional articulada desde o nível local e regional para a restauração dos direitos sociais, políticos e econômicos. Nesse sentido, este simpósio visa reunir pesquisas que abordem os projetos e a participação política de comunidades e etnias na América Latina desde o século XX até os dias atuais. Pretende-se estudar os processos de incorporação das comunidades étnicas e suas contribuições na construção dos Estados latino-americanos, participação nas políticas estatais, bem como as ações dessas comunidades em suas lutas identitárias, organizacionais, sociais e econômicas.



ST 10 - POVOS INDÍGENAS DO CARIBE: ENCONTRO ENTRE AS CULTURAS COSTEIRA E ANDINA

Juan Carlos Vargas - UNIMAGDALENA

Fabio Silva – UNIMAGDALENA

Nayibe Gutiérrez – UNIVERSIDAD PABLO DE OLAVIDE

 

O Caribe tem se destacado por ser uma das regiões caracterizadas por extensas redes de integração e interação entre diferentes tradições culturais e de pensamento locais e estrangeiras. Este simpósio propõe uma discussão entre especialistas sobre os diferentes encontros que os povos indígenas caribenhos e andinos realizaram ao longo do tempo, desde esferas como economia, política, visões de mundo e seus processos de mudança. Especialistas das áreas de arqueologia, história e antropologia são convidados a participar com suas respectivas reflexões nesta discussão.

 

 

ST 11 - ARTES VERBAIS E VISUAIS INDÍGENAS: CONTEXTOS E DIVERSIDADES DE EXPRESSÃO

Brigitte Thierion - CREPAL/Sorbonne Nouvelle

Fábio Almeida de Carvalho - Insikiran- PPGL/UFRR

Roberto Mibielli - PPGL/UFRR

 

O Simpósio Temático Artes verbais e visuais indígenas: contextos e diversidades de expressão, receberá comunicações orais que tratem de aspectos diversos, das artes verbais e visuais indígenas que circulam na contemporaneidade, em contextos nacionais e internacionais, de uma perspectiva em que diferentes formas de expressão e de temporalidade ganham destaque na produção artística e na elaboração e manutenção do debate teórico-crítico contemporâneo.



ST 12 - VESTIGIOS, TRANSFORMACIONES Y PERMANENCIAS EN LAS PRÁCTICAS FUNERARIAS, LOS RITUALES Y LUGARES DE SEPULTURA EN LA AMÉRICA PLURICULTURAL

Diego Andrés Bernal Botero. Programa de Historia / Universidad Pontificia Bolivariana, Medellín – Colombia

 

A paulatina chegada dos europeus ao território americano desde o final do século XV trouxe consigo extensas e notórias transformações nos modos de vida e nas mentalidades tanto dos habitantes originários deste continente quanto daqueles que deixaram o 'velho mundo' e submergiram no terras que desconheciam e que tentaram adaptar aos seus costumes, não sem modificar muitos dos seus hábitos e preconceitos. Precisamente, um dos aspectos que se vão defrontar entre os grupos populacionais em contacto será o das práticas funerárias, rituais e locais de sepultura, uma vez que as tradições e concepções escatológicas que os sustentavam estavam muito distantes e, em grande medida, colidiram gerando novos cenários de confronto e interpretações errôneas. Por isso, neste simpósio serão bem-vindas propostas relacionadas com a análise histórica e historiográfica, antropológica e étnico-religiosa dos vestígios ligados aos cultos e práticas funerárias pré-hispânicas, bem como as transformações neles sofridas ao longo destes mais de cinco anos, séculos de sincretismo; as variações dos ritos cristãos trazidos e implantados na América, bem como a gradual alteração dos locais de sepultamento, impulsionada em grande medida pelo reformismo borboniano e pombalino, mas também ligada à incidência de epidemias, à mobilidade dos centra cidades e adaptações de sociedades em constante mudança no meio de uma América diversa e multicultural.

 

 

ST 13 - HISTÓRIA DA MULHERES INDÍGENAS EM ABYA YALÁ NO PASSADO E NO PRESENTE

Juciene Ricarte Cardoso Tarairiú PPGH-UFCG, Brasil e CHAM/UNL, Portugal

 

A história das mulheres indígenas tem suas trajetórias muito antes da presença dos colonizadores europeus na Abya Yala. No entanto, pós-colonização as mulheres indígenas sofreram com as violências dos contatos interétnicos. Algumas foram negociadas e mesmo roubadas de suas famílias e muitas vezes estupradas para servir aos colonizadores, sendo utilizadas para força de trabalhos compulsórios. Forçadamente elas foram esposas, cozinheiras, arrumadeiras, agricultoras, artesãs, entre outras funções atribuídas às mulheres, no entanto sempre criando práticas de resistência.  Elas lutaram, lutam e resistem até os dias atuais contra as desigualdades impostas, seja no interior dos grupos étnicos e devido às violações de direitos perpetradas pela sociedade dita ocidental do século XVI aos dias atuais. Para enfrentar essas e outras dificuldades históricas, as mulheres indígenas passaram a se organizar em movimentos, associações entre outras formas de articulações coletivas. São lutas por direitos  como as conquistas pelos territórios, políticas públicas de saúde e educação que assegurem dignidade as  suas  vidas de seus grupos étnicos. Não obstante, esse simpósio temático objetiva receber comunicações orais que tratem da história, memória e lutas das mulheres indígenas no passado e no presente da Abya Yala.

 

 

ST 14 - DIÁLOGO DE SABERES Y CONOCIMIENTOS EN EL PUENTE ABYA YALA - ÁFRICA:  UN CAMINO HACIA LA INTERCULTURALIDAD 

Dr. Iván Manuel Sánchez Fontalvo - UNIMAGDALENA

Dr. Luis Alfredo González Monroy - UNIMAGDALENA

 

Desde África hasta Abya - Yala fueron secuestradas, ultrajadas y sometidas en contra de su voluntad millones de personas representantes de diferentes sociedades, culturas y reinos.  Para ser traídas a la fuerza en calidad de esclavizados. 

Muchos hombres y mujeres morían en los barcos por las inhumanas condiciones en que los embarcaban.   

Algunos y otros tantos más se resistían 

Tantas cosas crueles pasaban en ese puente África – Abya – Yala. 


En Abya - Yala, eran maltratados, humillados, deshumanizados y hasta satanizados. La pirámide social de la colonia era rígida, y basada en una distribución desigual de la riqueza, el trabajo y la “raza”.  De esta manera se empezó a construir la “América” bajo un sistema de estratificación por castas; indígenas, europeos y africanos empezaron a cimentar sus bases. Esta realidad de castas y su ubicación en la pirámide se perpetúa y llega hasta principios del siglo XVIII.  La educación ha jugado un papel destacado en esta sociedad de jerarquías y castas, respondía a las conveniencias prácticas e ideológicas de los colonizadores, subvalorándose y excluyéndose las culturas indígenas y africanas, e ignorando su rica diversidad.   Sánchez (2006:18).  No obstante, colectivos de africanos y sus descendientes e indígenas intentaron desafiar la discriminación racial huyendo de lo afro (negro) e indígena hacía lo “blanco” en perspectiva de participar en la vida del Virreinato de la Nueva Granada, es decir, se convirtió en un proceso socio-genético buscando el mestizaje y por lo tanto el aspirar y ser blanco .  Lo cual nos ayuda a comprender por qué las instituciones que se crearon durante la colonia respondían a una sociedad estratificada, jerarquizada, tradicional, autoritaria y excluyente.  La hegemonía de los “blancos” continuaba sobre los otros grupos.  Sin embargo, el pueblo empieza a levantarse y dar su grito de insatisfacción.

 
 

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